
As análises microbiológicas são realizadas para a contagem e identificação de microrganismos em diversos tipos de amostras, entre elas alimentos e águas. Contaminações deste tipo podem levar à toxi-infecções alimentares graves ou simplesmente alterações alimentares, sem prejuízo à saúde.
Os microrganismos são tradicionalmente caracterizados de acordo com as suas propriedades morfológicas e fisiológicas, por exemplo: bactérias, fungos, protozoários, vírus, etc.
Podemos classificar os microrganismos em 3 tipos distintos:
- – Microrganismos deteriorantes: causam deteriorações que resultam em alterações prejudiciais de cor, sabor, textura e aspecto do alimento; P. ex: Grupo mesófilos, bolores;
- – Microrganismos patogênicos: a sua presença pode representar um risco à saúde dos consumidores, inclusive para animais; P. ex: Salmonella;
- – Microrganismos benéficos: são microrganismos intencionalmente adicionados ou já presentes nos alimentos cujo seu desenvolvimento é estimulado para trazer características desejáveis ao produto. P. ex: Bactérias ácido láticas.
As principais fontes de contaminação de microrganismos em alimentos são:
- Solos;
- Plantas;
- Utensílios;
- Trato intestinal do homem e animais;
- Manipuladores de alimentos;
- Ração animal;
- Ar e poeira.
Dentre principais problemas à saúde que podem ser causados por transmissão de microrganismos por alimentos estão: diarreias agudas, inclusive com sangue; vômitos; risco de aborto espontâneo (no caso de contaminação por Listeria monocytogenes), problemas neurológicos irreversíveis (em relação à toxina botulínica); entre outros. A depender da idade do indivíduo, dos fatores de risco e imunidade a qual uma pessoa é submetida, os sintomas podem ser mais graves, levando a complicações maiores. Portanto, todo cuidado em relação ao preparo, condições de armazenamento e distribuição são fundamentais.
Medidas de controle para redução de microrganismos a níveis aceitáveis em alimentos:
- Tratamento térmico adequado de matérias primas e produtos;
- Controle de qualidade e tratamento da água;
- Manipulação adequada;
- Higienização de equipamentos e utensílios;
- Estocagem adequada de matérias-primas e produtos acabados;
- Análises de matérias-primas, produtos e ambiente;
- Layout adequado de processos
- Análises de matérias-primas, produtos e ambiente;
- Adoção de técnicas de conservação de alimentos.
Portanto, ao realizar controles microbiológicos, os estabelecimentos envolvidos na cadeia produtiva garantem a liberação de produtos e serviços dentro de condições que satisfazem a saúde dos consumidores e a integridade dos produtos nas etapas de armazenagem e distribuição.
Por: Northon Lee Drunkler, Diretor Técnico Comercial – Laboratório Alax Ltda.


